quinta-feira, 22 de julho de 2010
AQUINOBRASIL
Outros Irmãos
O AQUINOBRASIL é formado por :
Alexandre Aquino
Alexandre Ferreira (Dick)
André Cunha
Luiz Felipe Aquino
Marcos Aquino
O nome do grupo é o nome de família, mas nem todos do grupo nasceram Aquino.
André e Alexandre(Dick) apareceram em nossa estrada nessas caminhadas por aí.
Queríamos gravar músicas para participar de um festival em São Paulo, mas éramos só nós três e não tinhamos as músicas bem arranjadas. O Marquinho, então, lembrou de um possível colega de Xerém que talvez fosse baterista e o procurou. Estava tudo errado, mas deu tudo certo. Esse colega não era baterista. Era o André que é baixista e que, para nossa sorte, tinha um estúdio em casa. Marcamos então de gravar para o festival e ele topou tocar o baixo. Conhecemos no dia da gravação o técnico de gravação. Um baixinho elétrico chamado Dick. No mesmo dia conhecemos o Vinícius, baterista fantástico. Na gravação rolou um entrosamenbto muito legal. Uma de nossas músicas foi classificada para o festival e, com esses novos amigos, chegamos até a final. Coisa muito louca ir ao festival. Dez horas de viagem na ida e dez na volta.Chegamos, tocamos e voltamos.
Foi o início de uma estrada muito legal. Depois do festival eu o Luiz e o Marquinho resolvemos gravar profissionalmente um CD no estúdio do André e contratamos o Dick como técnico responsável, o André como baixista e o Vinícius, inicialmente, como baterista. Aconteceu muita coisa nesse tempo, mas o mais importante foi que de profissionais contratados André e Dick viraram parceiros e se tornaram outros irmãos Aquino, dando a cara ao que hoje é o AQUINOBRASIL.
Alexandre Aquino
Alexandre Ferreira (Dick)
André Cunha
Luiz Felipe Aquino
Marcos Aquino
O nome do grupo é o nome de família, mas nem todos do grupo nasceram Aquino.
André e Alexandre(Dick) apareceram em nossa estrada nessas caminhadas por aí.
Queríamos gravar músicas para participar de um festival em São Paulo, mas éramos só nós três e não tinhamos as músicas bem arranjadas. O Marquinho, então, lembrou de um possível colega de Xerém que talvez fosse baterista e o procurou. Estava tudo errado, mas deu tudo certo. Esse colega não era baterista. Era o André que é baixista e que, para nossa sorte, tinha um estúdio em casa. Marcamos então de gravar para o festival e ele topou tocar o baixo. Conhecemos no dia da gravação o técnico de gravação. Um baixinho elétrico chamado Dick. No mesmo dia conhecemos o Vinícius, baterista fantástico. Na gravação rolou um entrosamenbto muito legal. Uma de nossas músicas foi classificada para o festival e, com esses novos amigos, chegamos até a final. Coisa muito louca ir ao festival. Dez horas de viagem na ida e dez na volta.Chegamos, tocamos e voltamos.
Foi o início de uma estrada muito legal. Depois do festival eu o Luiz e o Marquinho resolvemos gravar profissionalmente um CD no estúdio do André e contratamos o Dick como técnico responsável, o André como baixista e o Vinícius, inicialmente, como baterista. Aconteceu muita coisa nesse tempo, mas o mais importante foi que de profissionais contratados André e Dick viraram parceiros e se tornaram outros irmãos Aquino, dando a cara ao que hoje é o AQUINOBRASIL.
Quarto Carioca
Tenho visto a vida meio ao avesso
Através de uma janela com estrelas
De quatro pontas
Numa simetria torta não vejo nada além
de um céu quase nublado
gatos no telhado e antenas de TV
traçando inúteis versos
em busca de alguma luz
novidades, incertezas são só palavras
noites e dias num quarto
esperando por alguém
foram tantas horas, livros e histórias
já que você não me vê
quando você vem me ver?!
Essa é uma parceria dos, então, juvenis Aquino:
Luiz Felipe e Karina
Eles, na época, estavam começando suas parcerias e nós gostamos muito do resultado. Com isso, escolhemos essa para participar do CD. Ela fala um pouco da realidade da Karina, que tinha vindo para o Rio e morava na casa de nossa mãe na época.
Depois dessa eles fizeram várias coisas lindas.
Através de uma janela com estrelas
De quatro pontas
Numa simetria torta não vejo nada além
de um céu quase nublado
gatos no telhado e antenas de TV
traçando inúteis versos
em busca de alguma luz
novidades, incertezas são só palavras
noites e dias num quarto
esperando por alguém
foram tantas horas, livros e histórias
já que você não me vê
quando você vem me ver?!
Essa é uma parceria dos, então, juvenis Aquino:
Luiz Felipe e Karina
Eles, na época, estavam começando suas parcerias e nós gostamos muito do resultado. Com isso, escolhemos essa para participar do CD. Ela fala um pouco da realidade da Karina, que tinha vindo para o Rio e morava na casa de nossa mãe na época.
Depois dessa eles fizeram várias coisas lindas.
De Bicicleta ou de Elefante
Meio vai que não vai minha fila começa a parar
Tô aqui na Francisco sem ter hora pra chegar
Deu no rádio, a Rebouças não tá dando mão pra mim
Vou tentar a Giovani que Pinheiros tá ruim
Minha fila andou e eu avancei outro farol
Te ligo logo depois que passar o túnel, é o sinal
Daqui há duas horas tô aí se não chover
Juscelino parou e na Faria Lima vou entrar
Se na Nações Unidas não der certo, não sei não
A Doutor Arnaldo o repórter aéreo descartou
Mais a Consolação, a Sé e o Anhangabau
A pé, de elefante ou bicicleta eu ando mais
É, não vai ter mais jeito
É na marginal que eu vou parar
Logo mais eu chego
E peça a Deus prá não chover
Essa música foi composta em São José dos Campos.
Na época eu(Alexandre) e o Marquinho estávamos fazendo nossa primeira experiência de gravação de nossas músicas e contávamos com a ajuda do grande Márcio Oliveira(violonista e arranjador).
Como ele morava em São josé, eu no Rio e o Marquinho em Registro, a melhor coisa foi um encontro lá em são José.
Entre uma gravação e outra eu apresentei um começo de música para o marquinho. Ele estruturou comigo a melodia e partiu para a letra. Pegou um mapa de São Paulo, colocou na mesa e começou a escrever sem contar, como sempre, o que estava fazendo.Enquanto isso, eu ficava repetindo cada pedaço da música no violão. Pouco tempo depois ele me apresentou a letra dessa música, que acredito ser uma de nossas mais bem humoradas parcerias. Fala de um cara conversando com a mulher no celular, enquanto enfrenta o trânsito de São Paulo
Tô aqui na Francisco sem ter hora pra chegar
Deu no rádio, a Rebouças não tá dando mão pra mim
Vou tentar a Giovani que Pinheiros tá ruim
Minha fila andou e eu avancei outro farol
Te ligo logo depois que passar o túnel, é o sinal
Daqui há duas horas tô aí se não chover
Juscelino parou e na Faria Lima vou entrar
Se na Nações Unidas não der certo, não sei não
A Doutor Arnaldo o repórter aéreo descartou
Mais a Consolação, a Sé e o Anhangabau
A pé, de elefante ou bicicleta eu ando mais
É, não vai ter mais jeito
É na marginal que eu vou parar
Logo mais eu chego
E peça a Deus prá não chover
Essa música foi composta em São José dos Campos.
Na época eu(Alexandre) e o Marquinho estávamos fazendo nossa primeira experiência de gravação de nossas músicas e contávamos com a ajuda do grande Márcio Oliveira(violonista e arranjador).
Como ele morava em São josé, eu no Rio e o Marquinho em Registro, a melhor coisa foi um encontro lá em são José.
Entre uma gravação e outra eu apresentei um começo de música para o marquinho. Ele estruturou comigo a melodia e partiu para a letra. Pegou um mapa de São Paulo, colocou na mesa e começou a escrever sem contar, como sempre, o que estava fazendo.Enquanto isso, eu ficava repetindo cada pedaço da música no violão. Pouco tempo depois ele me apresentou a letra dessa música, que acredito ser uma de nossas mais bem humoradas parcerias. Fala de um cara conversando com a mulher no celular, enquanto enfrenta o trânsito de São Paulo
Show no MPB
Foi muito legal nosso último show em junho desse ano no MPB. Agradecemos a todos que ajudaram e participaram do show. Agradecemos também aos nossos convidados musicais (Henrique, Diego e Thiago).
Em breve novas aparições.
Em breve novas aparições.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
MESTRE AQUINO
Meu Pai
Estava na rua quando avistei uma aposentada de uma estatal (ela tem menos de 60 anos). Ela estava passeando em seu Vectra, que parecia ser do ano. Ela se aposentou há mais de dois anos, e a sua aposentadoria é suficiente para comprar um carro do ano. Seria bom se todas as pessoas pudessem ter carros novos de vez em quando.
Mas o fato é que lembrei de meu pai. Ele é mestre de obras, e ajudou a construir o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Meu pai também ajudou a construir o Riocentro, o mesmo local que abrigou a primeira conferência internacional sobre meio ambiente que reuniu os chefes de estado de quase todos os países do mundo.
Digo que ajudou a construir por que todos os operários empenhados de concluir uma obra são responsáveis pelo seu resultado. E um mestre de obras é uma espécie de capitão, de líder sem o qual dificilmente as obras de engenharia passariam do papel para a realidade.
Ele ajudou a construir a Universidade Federal do Rio de Janeiro, mais especificamente o Centro de Letras, a partir do qual podemos cada vez mais falar com o mundo e com nós mesmos.
Meu pai ajudou a construir fábricas, que geram tanto produtos, quanto empregos.
Mestre Aquino, como meu pai é profissionalmente conhecido, construiu hospitais, e com isso podemos dizer que salvou inúmeras vidas, e ajudou outras tantas à surgirem.
Ele construiu escolas, e estas escolas possibilitaram a chegada do conhecimento para muitas crianças, e podemos dizer também que muitas delas foram salvas da marginalidade. Mas meu pai não podia construir todas as escolas necessárias, e muitas crianças transformaram-se em marginais, e um destes lhe roubou documentos que fizeram muita falta na hora de sua aposentadoria. Com isso ele, que trabalha desde os treze anos de idade, se aposentou com sessenta e cinco, com uma pensão tão pequena que o obriga a trabalhar até Deus sabe quando.
Ele construiu inúmeras residências, possibilitando que famílias pudessem viver em seus lares, ao abrigo do frio e da chuva, mas a sua casa continua inacabada, pois sabemos o quanto é difícil o empreendimento para os pouco favorecidos pelo capital.
Mas meu pai não fez apenas obras. Ele construiu, junto com minha mãe, uma família, da qual me orgulho muito, e com seu exemplo de cidadão e homem, ajudou construir o caráter dos filhos. Seus filhos não esquecem o exemplo do pai, e querem continuar a construção de um mundo melhor.
Pergunto a vocês: Seria possível uma contribuição maior que essa para o mundo?
Seria sim. Meu pai além de tudo isso sempre amou muito. Nunca o ouvi amaldiçoar o próximo. Sempre se dirigiu a todos com alegria. Sempre tratou sua mulher e seus filhos com muito carinho.
Na tese de mestrado que nunca concluí, prometi a mim mesmo que faria uma dedicatória a meu pai: “ ao Mestre Aquino, meu primeiro professor de engenharia”.
Sei que não realizei tudo o que meu pai sonhou que eu realizasse, mas sei também que ele sente orgulho dos filhos que tem. Na engenharia aprendi que é possível levar uma vida melhor do papel para a realidade, seja com saneamento básico, meios de transportes mais seguros, escolas e etc., e como o sonho dos homens é um mundo melhor para se viver, posso também dizer:
“ Meu pai é um materializador de sonhos.”
Marcos H. G. de Aquino (16/08/2000)
Estava na rua quando avistei uma aposentada de uma estatal (ela tem menos de 60 anos). Ela estava passeando em seu Vectra, que parecia ser do ano. Ela se aposentou há mais de dois anos, e a sua aposentadoria é suficiente para comprar um carro do ano. Seria bom se todas as pessoas pudessem ter carros novos de vez em quando.
Mas o fato é que lembrei de meu pai. Ele é mestre de obras, e ajudou a construir o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Meu pai também ajudou a construir o Riocentro, o mesmo local que abrigou a primeira conferência internacional sobre meio ambiente que reuniu os chefes de estado de quase todos os países do mundo.
Digo que ajudou a construir por que todos os operários empenhados de concluir uma obra são responsáveis pelo seu resultado. E um mestre de obras é uma espécie de capitão, de líder sem o qual dificilmente as obras de engenharia passariam do papel para a realidade.
Ele ajudou a construir a Universidade Federal do Rio de Janeiro, mais especificamente o Centro de Letras, a partir do qual podemos cada vez mais falar com o mundo e com nós mesmos.
Meu pai ajudou a construir fábricas, que geram tanto produtos, quanto empregos.
Mestre Aquino, como meu pai é profissionalmente conhecido, construiu hospitais, e com isso podemos dizer que salvou inúmeras vidas, e ajudou outras tantas à surgirem.
Ele construiu escolas, e estas escolas possibilitaram a chegada do conhecimento para muitas crianças, e podemos dizer também que muitas delas foram salvas da marginalidade. Mas meu pai não podia construir todas as escolas necessárias, e muitas crianças transformaram-se em marginais, e um destes lhe roubou documentos que fizeram muita falta na hora de sua aposentadoria. Com isso ele, que trabalha desde os treze anos de idade, se aposentou com sessenta e cinco, com uma pensão tão pequena que o obriga a trabalhar até Deus sabe quando.
Ele construiu inúmeras residências, possibilitando que famílias pudessem viver em seus lares, ao abrigo do frio e da chuva, mas a sua casa continua inacabada, pois sabemos o quanto é difícil o empreendimento para os pouco favorecidos pelo capital.
Mas meu pai não fez apenas obras. Ele construiu, junto com minha mãe, uma família, da qual me orgulho muito, e com seu exemplo de cidadão e homem, ajudou construir o caráter dos filhos. Seus filhos não esquecem o exemplo do pai, e querem continuar a construção de um mundo melhor.
Pergunto a vocês: Seria possível uma contribuição maior que essa para o mundo?
Seria sim. Meu pai além de tudo isso sempre amou muito. Nunca o ouvi amaldiçoar o próximo. Sempre se dirigiu a todos com alegria. Sempre tratou sua mulher e seus filhos com muito carinho.
Na tese de mestrado que nunca concluí, prometi a mim mesmo que faria uma dedicatória a meu pai: “ ao Mestre Aquino, meu primeiro professor de engenharia”.
Sei que não realizei tudo o que meu pai sonhou que eu realizasse, mas sei também que ele sente orgulho dos filhos que tem. Na engenharia aprendi que é possível levar uma vida melhor do papel para a realidade, seja com saneamento básico, meios de transportes mais seguros, escolas e etc., e como o sonho dos homens é um mundo melhor para se viver, posso também dizer:
“ Meu pai é um materializador de sonhos.”
Marcos H. G. de Aquino (16/08/2000)
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